TODOS JUNTOS E MISTURADOS

Dias 16 e 17 de Junho aconteceu o Evento Imagine 5.0, o primeiro evento do Brasil feito para líderes que querem tornar as empresas mais humanas, inclusivas e sustentáveis.


O evento foi um sucesso e o tema Sociedade 5.0 está ganhando espaço na nossa comunidade de conteúdo. Confira o resumo preparado por nós do painel "TODOS JUNTOS E MISTURADOS" com os convidados Felipe Brescancini - Head de desenvolvimento de Negócios Sistema B e Jonathan Ortmans - Presidente da GEN Global Entrepreneurship Network (GEN) com Mediação do Diretor do Sebrae/AL Vinicius Lages.

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Neste painel, Jonathan Ortmans (Presidente da GEN Global Entrepreneurship Network) e Felipe Brescancini (Chefe de Desenvolvimento de Negócios - Sistema B), sob a moderação de Vinicius Lages (Diretor do SEBRAE-AL), discutem os papéis que a educação, o empreendedorismo e as empresas possuem na formação de uma sociedade inclusiva e sustentável.


Na Sociedade 5.0, as novas tecnologias podem nos ajudar a resolver os problemas que estamos enfrentando. Pois então, num contexto pandêmico, que mudanças estão ocorrendo? Como a pandemia está abrindo uma nova era de transformação para o empreendedorismo?


De acordo com Jonathan, há uma oportunidade única de se fazer uma reinicialização. Embora as respostas à pandemia tenham sido diferentes em todo o mundo, há uma característica única de empreendedorismo que se destaca hoje, contrastando fortemente com a dos últimos 25 anos: “estou realmente feliz em encontrar uma maneira melhor de fazer as coisas, mas não vou fazer isso às custas da comunidade”. Ao trazer este tipo de dimensão para a solução de problemas sociais, Jonathan destaca quatro coisas que um ecossistema saudável precisa ter: fluidez, conectividade, densidade e diversidade. Ele enfatiza: “trata-se da construção da comunidade”.


Uma mudança na dinâmica hierárquica também é vital. Devemos nos perguntar: estamos capacitando o líder (o empresário, o tomador de risco)? Como uma sociedade, precisamos apoiá-lo, alimentá-lo e capacitá-lo. Dito isto, a transformação digital trouxe tecnologias que promoveram uma igualdade de condições. “Ela tornou possível pessoas contornarem algumas das instituições tradicionais das quais costumávamos depender para fazer as coisas. Isto coloca o poder nas mãos de indivíduos e comunidades. Permite-nos fazer o que é certo: permitir que as comunidades inovem de baixo para cima”. Mesmo que seja bagunçado, significará que nossas comunidades estão resolvendo problemas em conjunto.

Pesquisas feitas na London School of Economics, apresentadas pelo Felipe, destacam um aumento de indivíduos em crise de meia-idade, que querem contribuir para com a sociedade. Isto mostra o importante trabalho realizado pelas corporações B, que promovem a sociedade e a organização para realizar um trabalho inclusivo, justo e regenerativo. Estas são as forças em ação para mudar a ideia de priorização do acionista (shareholder) para a das partes interessadas (stakeholders). O mundo pós-pandêmico grita por oportunidades no empreendedorismo social.


A tecnologia também tem desempenhado um papel de colaboração entre os empreendedores: a fronteira física é confusa quando se trata de acesso ao conhecimento, finanças e financiamento. Porém, as coisas estão acontecem naturalmente e, aqui, o poder dos números é uma força motriz positiva. Jonathan explica:

“Temos que pensar de uma maneira muito diferente porque há muito poder na digitalização sendo colocado nas mãos de indivíduos. Se estamos resolvendo mais problemas rapidamente, se estamos incluindo mais cidadãos na sociedade, estamos trabalhando mais efetivamente globalmente”.


Assim sendo, o poder do empreendedorismo está na discussão e no empoderamento. É esta busca por direitos humanos, diversidade, paz e impacto social que está abrindo espaço na representação da sociedade atual, explica Felipe.


Neste contexto, o espírito empreendedor vê os problemas como uma oportunidade de fazer o bem. Porém, com mais liberdade vem a responsabilidade de escolher cuidadosamente as informações a serem usadas. Diante das rápidas mudanças, a necessidade de mais cooperação exige recursos e experiências. Para tanto, precisamos ter certeza de que temos uma melhor liderança governamental para trabalharmos melhor, juntos, em uma escala global.



Para concluir, “precisamos abraçar esta ideia de que podemos fazer mais e podemos construir melhor juntos”, reflete Jonathan. Enfim, “como capacitadores, podemos ajudar a orientar na transição. Tornou-se uma prioridade medir e ver o impacto das decisões que tomamos”. – Felipe.


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Texto escrito por Laisa Lopes

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